"E esse é meu ódio, veneno que tomo querendo que outro morra..."

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quarta-feira, 9 de junho de 2010

Ódio é meu 'amor' por ti...

Ódio! Esse é meu sentimento afetivo por você!
(Ninguém lê os infernos que escrevo aqui mesmo...)
Óh, aclamado salvador, óh, meu nobre progenitor a quem eu deveria ser eternamente grato por ter dado-me a benção da vida... Esses malditos pensamentos populares insistem em não se aplicarem a mim, "Morra! Maldito progenitor, minha desgraça em forma paterna a quem tenho eterno ódio, se nascer é viver contigo, mate-me! Dispare! Pressione este lindo e sedutor gatilho em teu dedo! Se me destes a vida para isso, sinto em informar-lhe, prefiro a morte à você!"
Não, não é uma crise fútil modista raivosa contra pais, é um ódio fundamentado construído por anos contra a figura paterna, não desejo o 'amor' daquele maldito, somente a não-tortura psicológica que tenta me submete.
Lembra aquele dia? Em que eu apenas acenei com a mão para sua (tão desprezivel quanto você) mãe? Pois bem, eu SOMENTE acenei, sem propagação de sons, eu estava irritado, com você para variar, não estava bem e ainda assim fingi minha educação inexistente vinda de você, e hoje? Todos estes insultos, contra mim, minha mãe, a médica que parte nenhuma tinha na estória, e todos à sua volta. Quando eu apenas acenei, fui reprimido e tive de me desculpar por algo que não fiz, e hoje? Pedirá desculpa a todos? Ou apenas voltará fingindo não ter acontecido nada? É isso? Este o exemplo que um pai deve mostrar ao filho? Se for 'isso' a vida, ande! O que espera? Mate-me! Inferno de amor nenhum compensa, neste momento, o ódio que sinto pulsar minhas veias.
Isto não é natural... Eu não desejo sua morte, não apenas isso, quero ver-lhe rastejar, implorar sua vida sem valor, ver um planeta sujo com seu sangue fétido e podre, eu quero me divertir em ver seu sofrimento, quero tirar de ti cada momento a que me fizestes odiar, quero ver sua dor e rir os momentos que minha risada foi impedida por você, quero torturá-lo e impedir sua morte somente para minha auto-satisfação sádica e egoísta, o mais divertido da história? Tu és meu 'progenitor'... Sim, o infeliz responsável por minha estadia nesse planeta pútrido com tua presença, não és mais minha figura paterna, nunca foi, és, para mim, a representação do ódio e do mal em carne e osso... E que eu só quero 'brincar', ao meu jeito, como um filho deve-se fazer com um "pai"... Humpf...

domingo, 6 de junho de 2010

Contra-realidade

Que inferno... Já viu um dia com gosto de "o ultimo dia"? Já esperou que de fato o fosse? Então... Hoje parecer ser mais um, outro dia ótimo, mais um entre inúmeros dias maravilhosos em que vivo tudo que eu poderia querer para ser um dia perfeito, um dia inteiro com meus amigos, um dia vivido somente para eles e com eles, este dia a que me entrego total e unicamente a rir com eles, "eles" por quem eu vivo, "eles", alguns, que me salvam todo sabado de todo o resto da semana e "eles", outros, a quem vejo mais raramente, hoje foi um dia diferente, todos estavam juntos, seria um dia perfeito para que eu risse e fosse feliz com eles, "eles" a quem devo minha permanência viva...
Eu vivi, eu gostei, eu amei como sempre amo cada fração de milésimo de segundo que passo com cada um deles, porem, é tão ruim voltar à realidade de que não os vejo sempre, ter de me convencer subitamente de que vamos nos despedir e trocar alguns abraços para sobreviver à semana, e voltar andando calmamente naquele doce vento gélido em meu rosto enquanto sussurro para mim mesmo a letra de alguma musica e penso...
O triste é voltar 'a viver', deixar meu sonho e voltar à realidade, lembrar-me de que amanhã tenho escola cedo e não fiz os deveres deixados para casa (grande coisa, é raro quando os faço) e terei de ouvir algo sobre isso, chegar à casa de minha vó e ter de aturar deboches paternos, não estar tão cansado fisicamente quanto mentalmente, e viver novamente tedioso e melancólico...

E todos esse tédio, é só a consciência de que meus sonhos não são minha realidade...